Um lugarzinho criado para escrever as caraminholas que habitam a massa cefálica debaixo dos caracóis dos meus cabelos. Histórias e visões de um mundo distante (ou próximo!).
Tenho a liberdade de usar o verbo 'mergulhar' para falar sobre assuntos densos e também sobre assuntos rasos. Amo mergulhar nos assuntos mas no mar mesmo, tenho medo.
terça-feira, 21 de setembro de 2021
Um monte de coisa para dizer, porém cansada. Porém (de novo), continuo a escrever, mesmo cansada. Ainda bem, pra mim. Para o mundo, já não sei.
Mais da metade da população brasileira vive com insegurança alimentar (vulgo vender o almoço para comprar o jantar). E quase 20 milhões estão passando fome nesse momento (não tem almoço para vender e comprar o jantar nem hoje nem amanhã e não sabe quando terá). E quando vamos abrindo os dados, a gente vai vendo que a fome que tem cor, gênero, grau de escolaridade. Fora que 40% da população do Brasil teve sua renda reduzida mudando completamente (para pior) os alimentos que estavam em suas mesas. (Veja mais em olheparaafome.com.br)
A desigualdade nesse país sempre foi perpetuada. Não garantir direitos básicos de sobrevivência para a população a mantém longe de lutas maiores. Como alguém luta e vence uma guerra contra um sistema estando com fome? Com fome a gente nem pensa!
Os ricos cada vez mais ricos, ricaços. Os pseudo ricos achando que tudo é só uma questão de esforço individual. Olha... Tenho andado muito enjoada e cansada (afinal, perceber como o sistema está com seu organismo mais vivo do que nunca não é novidade e é cansativo lutar e não sair do lugar, enquanto sociedade). Cansada da larga romantização de problemas sociais atribuindo a solução a um "basta acreditar" Acreditar em quê hein?... Fica aí o questionamento.
Minha poesia não resolve nada. Queria eu! Mas esse é meu único meio de não morrer engasgada. Enfim, viva a resiliência não é?! Vamo que vamo!
hoje eu aceitaria a proposta que você me fez naquele dia. hoje eu entendo que ter alguém ao lado não tem nenhuma garantia que vamos ficar juntos nem para sempre nem até semana que vem. cada dia é um dia. e viver cada dia sem pressa faz tão bem... na verdade, eu até já sabia de tudo isso, mas hoje eu aceitaria melhor.
aproveitamos sim, mas naquele dia eu ainda queria... ainda quero mais hoje!
toda vez que a gente se fala, fica uma sensação de coisa inacabada palavra presa na garganta, entalada, uma vontade controlada... acho que é porque nosso sentimento não teve morte morrida teve morte matada - acho que não era pra ser naquele dia...
mas ó, da minha parte não morreu não. ele adormeceu. e quando acordou, se transformou. ensaiou para ir embora, mas ficou. não na mesma definição, nem na mesma proporção que existia mas tá aqui. ainda tem alguma coisa aqui em mim que deixa um talvez bem vivo no meu peito.