terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O joguinho, o filme e a insônia


04 da manhã. Até parece que não tenho nada para fazer amanhã... ou melhor, logo mais (!). Mas cadê o sono que não chega? O cansaço está no corpo, mas a mente ativa tá aqui demonstrando quem (de fato) manda esta noite.
Total minha culpa, óbvio! Acabei ativando o cérebro jogando. Isso mesmo. Exercício para o cérebro desde às  00h.  Benditos (ou não) celulares que possibilitam que baixemos o que nos der na telha! E se não tivermos telha, os aplicativos te oferecem várias opções de “abrigo”. Enfim... meu cérebro ficou igualmente disposto ao corpo após treinar uma hora na academia. Acontece...
Cansei de jogar. Não consegui mais passar nos níveis. Não consegui mais pensar fria e estrategicamente às 02 da manhã. Já estava jogando emocionalmente. Com raiva dos bonequinhos que não alcançavam meu objetivo... Na TV começou um filme chamado “As melhores coisas da vida”. Pensei: ‘vai ser uma bosta! Vou ver só um pedacinho’. Vi todo.
Conta a história de uma família que foi desfeita por que o pai assumiu a homossexualidade, os filhos adolescentes (15 e 17 anos) aprendendo a lidar com isso, a mãe professora conservadora se fazendo de forte e centrada diante de tudo. Ao mesmo tempo, a vida deles vai seguindo. Vão acontecendo coisas que precisam acontecer na vida de qualquer pessoa e eles precisam administrar isso. Cada integrante da família reagiu de um jeito e o mais maduro, no final, foi o mais novo.
Não dá pra dizer quem mais sofreu. Todos sofreram. Muito. Sair do trilho que a sociedade obriga que você siga é bem doloroso, mas se você busca algum tipo de felicidade, se você acredita nisso, tente. A vida é um vídeo game ligado no modo hard o tempo todo.
No meu joguinho do celular, avancei 22 estágios. Alguns, passei bem fácil. Outros, demorei muito. Mas ficava feliz ao passar. E tem muuuitos estágios pra jogar. Na minha vida, nem sei quantos estágios já passei, mas está do mesmo jeito (momentos mais fáceis e mais difíceis). E tem muuuuito estágio pra viver (assim espero!).
Quando eu era adolescente, era mais fácil. Mas acho mais fácil hoje que já sei como sair de determinadas situações... Mas a última frase do filme (dita pelo menino de 15 anos) eu gostei bastante: “Não é impossível ser feliz quando a gente cresce, só é mais complicado.”

Modo hard pra levantar o corpo às 06. São 04h30. O galo já está cantando freneticamente.

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