Essa palavra já nos remete a benevolência, complacência, um
casal, um par...
Não é desse amor que queremos falar
Queremos o amor fogo. Precisamos do coletivo. Queremos radicalizar!
Mas não é simplesmente para tumultuar, é por direitos!
Vamos gritar, ratificar: Não suportamos mais do jeito que está!
É irritante quando se fala em amor sem ação
Não temos nada contra o amor não
Mas esse amor bonito que tanto falam nos é negado
Nos dizem ‘eu te amo’, nos chamam de irmãos
mas querem manter os grilhões em nossas mãos
Não é desse amor que queremos falar
Não aceitamos esse amor seletivo, amor com segregação
Não queremos essa ilusão
Queremos o amor fogo
Precisamos do amor com revolução. Ação!
Não venha nos dizer que não sabemos amar.
Nos dão tiros de fuzil enquanto vamos para a escola
Nos arrancam as oportunidades, chamam cotas de esmola
Se somos lésbicas, gays, trans ou corpos fora do ‘padrão’ tentando viver na boa
nos vociferam bestialidades do tipo: “aqui não! Degola!”
Nos poupe do seu papo “paz e amor”, de positividade
Dito aí do alto da sua montanha de privilégio
Mesmo nessa posição, você finge não ver toda essa desenfreada desigualdade.
Enquanto você está aí na boa, em cima de nossos corpos,
nós estamos aqui embaixo mortos ou atrás das físicas ou invisíveis grades.
Você ainda quer dizer como e quem nós devemos amar?
Já sabemos! Não perca seu tempo!
Amar é diversidade, é resgate de identidade, é defender o nosso, é revide.
Não tem calma. Tem atividade. Tem alma.
Amor, pra nós, é luta constante por liberdade.
Você já é livre, nunca precisou lutar para nada. É fácil fantasiar o verbo
amar.
Te aviso: amor e medo são incompatíveis. Onde um está, o outro jamais estará.
Vocês morrem de medo da gente mas nós não temos medo de vocês.
Nos fortalecemos no meio do caos, nos juntamos para guerrear, retomar o que é
nosso de vez.
Agora me fala, de qual lado o amor está?
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