Entre doses alcoólicas e solitude, vagueiam diversos pensamentos.
Gosto disso.
Eles dançam em um ritmo frenético, só deles.
Às vezes consigo ouvir a música e dançar junto.
Eles gritam todos ao mesmo tempo, uma confusão.
Mas são barulhos coordenados, que se encaixam e se completam.
Já me acostumei tanto que, em alguns momentos, parece que reina o silêncio.
A inquietação desses devaneios tem uma sincronia maravilhosa que me causa paz.
Mas essa paz some quando somente um deles resolve se destacar.
Foco é bom, é ótimo.
Mas na minha cabeça, ter um único pensamento por vários dias me tira a paz.
Escrito em 04/05/2020 e só hoje, ao reler, resolvi publicar.
Um problema, agora já resolvido, havia pousado em meu coração.
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