Nesse texto você não vai encontrar respostas para você. Eu não sei nada sobre você. Por mais que você me conte, por mais que tenhamos muitas coisas em comum, por mais que vivamos dentro de um mesmo coletivo e sermos impactades socialmente por uma mesma opressão, ou até mesmo que a gente viva situações distintas mas a gente se ame, eu não vou conseguir te passar essas respostas.
Tenho ideias. Ideias estas que não vieram do nada. Fico lendo e vendo um monte de textos e pessoas diferentes de mim, de universos diferentes e também similares e fico tentando definir o que não quero para mim. São intelectuais renomados e anônimos afinal, todo mundo tem muito para ensinar. Outras ideias aparecem como uma voz na minha cabeça, como se realmente existisse alguém, que não é este meu eu de agora, me dizendo coisas e que eu tenho a liberdade de querer seguir ou não.
Mas, mesmo que, em determinados momentos, eu não saiba exatamente o que fazer, eu sei exatamente o que eu não quero.
Eu não quero ser prisioneira de mim, de coisas que eu acredito, de amigos, de ideias. Não quero ficar estática, parada, morta. Não quero ficar amarrada com a sensação de estar livre. Não quero ser enganada. Não quero mais não ser eu.
De você, que lê esse texto, eu não sei. E não posso te dizer exatamente o que você deve querer na sua vida. Só te digo que existem milhões de orientações para seguir, não há somente uma. Somos vários mundos dentro desse mundo.
Não sei se esse texto fará algum sentido para você mas espero que sim. Eu não quero ter que dizer como você tem que entender o que eu escrevi.
Quero que você sinta. E o sentimento é seu.
Eu quero ser livre, quero ser eu.
E eu sou muito complexa. E simples também.
Intensa e extensa.
Às vezes caibo em uma caixinha pequena porém continuo me sentindo densa.
Às vezes me sinto tão imensa que eu poderia fazer da galáxia a minha toalhinha de rosto.
Não quero novas correntes. Quero ser livre.
Quero liberdade de verdade pra gente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário